segunda-feira, 21 de março de 2011

Gostos 

"Gosto de pessoas de espírito simples, com poucas vaidades
e que sabem assumir suas fragilidades.
 
Gosto de conversas profundas, de almas desprotegidas,
e de pessoas cujos olhos não estão vestidos com modelos impostos.
 
Gosto dos medos que conduzem ao crescimento,
das perdas que mostram as forças,
e da procura pela liberdade própria. 
 
Gosto da prática pensada, da sensibilidade na rotina
e das pequenas alegrias do dia.

Gosto dos incertos, dos talvezes,
e até dos quases, mas não gosto de inverdades.

Gosto do novo, embora desgoste do susto que ele trás,
mas gosto quando aquilo que antes assustava,
derepente se acostuma em mim.

sábado, 12 de março de 2011

Amadurecimento



Cedo da vida descobri uma verdade imutável:

"A essência da vida são as mudanças"

Essa frase acompanhou-me por todos os meus dias, meses e anos, em meio a todas as minhas mudanças, fazendo parte de minha essência. Compartilhei-a com aqueles que caminhavam e mudavam comigo.
Após anos de mudanças, talvez 9, a pessoa que estava comigo nesta descoberta disse recentemente: 
"Não mudamos nossa essência, somos as mesmas, mas moldadas pela essência da vida".

O passar dos dias nos amadurece, como frutas.
Comendo as experiências que a vida me dá, e degustando o sabor de minhas conquistas e fracassos, desilusões e descobertas... hoje eu sei que a vida nem sempre é como a gente espera e acredita. As procuras mudam os encontros; os desacertos alteram o jeito de ser e ver; e ver corretamente, exige coragem. E tempo. E erros.


O passar dos dias mudou-me,
levou-me por caminhos distantes somente para me ensinar o caminho de volta.
Meu caminho é aqui. 

E mesmo ainda verde, com tanto para amadurecer,
posso dizer que a essência da vida, realmente são as mudanças,
mas a minha é me deixar ser moldada pelas mudanças da vida
sem negociar a minha essência.
e continuar rabiscando os meus caminhos
com a fé e as cores que Deus pintou em mim.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Devaneios sobre o Tempo


Mais dias e terei 25 anos. Pensar no tempo me deixa introspectiva; Em saber que somente nessa idade é que a vida começa a fazer sentido, e apenas agora meus olhos começam a mostrar-me mais nitidamente minha própria construção. O tempo nos ajusta, ensina a por os pés no chão. O viver dos dias e o coração atento à eles, leva-nos a crescer.
Hoje, fiquei olhando para o relógio. E me perguntei sobre quem teria sido o primeiro a querer medir o tempo, e como teria surgido o primeiro questionamento de que o tempo passa? A vida passa...
Olhando minhas anotações de outros anos que ja passaram, pus-me a pensar onde vou guardar todos meus cadernos se continuar escrevendo assim... como vou lembrar de tudo que pensei e aprendi quando a vida vivida for maior que a que se tem pra viver? E quando a minha vida acabar: para onde vão todos os meus pensamentos transcritos pro papel? Isso me fez pensar também, na quantidade de pensamentos que ja passaram por essa terra, das pessoas que aqui ja estiveram, onde estará guardado suas reflexões, convicções, medos e descobertas?
Todo início de ano, fico assim. Assim como todo início de dia. Todo dia estou assim. Pensando no desenrolar da vida.
E encontro muitas respostas que me acalmam, que me alegram... mas hoje, não quero compartilhá-lhas, vou deixar só essas primeiras perguntas que me fizeram refletir. As respostas vem a seu tempo para cada pessoa.
É assim que inicio esse ano: meditando na transitoriedade do tempo. A vida continua e eu continuo com ela, sem saber o que ela me reserva e quais os caminhos que ainda tenho para trilhar. Mas aceito enfrentar o novo de cada dia, da mesma forma que quero aceitar o que fica para trás com o coração em paz!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ja sei

"Eu sei que eu ja sei, e as vezes queria não saber, mas eu já sei agora, e não adianta eu querer que seja diferente, porque eu sei que é assim.

E eu sinto muito por saber, principalmente por saber que é assim e que nada que eu faça vai mudar o que é, porque será assim sempre.

E eu só sei que eu preciso aceitar que não é pra ser mesmo, mesmo que eu queira que seja!!!"

Carol Broch - 05/05/2006




"A sensação de não saber, nem compreender aquilo que pode ser mas ainda não está aqui.
Ou, não saber se realmente não sei, ou ainda, saber que eu sei e ter medo de me enganar.
A mistura dos meus pensamentos com minha realidade quase não se encontram,
e ja nem sei se vivo a realidade com esses pensamentos.
E mais uma vez, é o tempo quem vai responder ou calar, mas por enquanto,
permanece o silencio".

Carol Broch - 08/04/2008


ps. Lembrancas de mim, desde cedo, complicando o que é simples.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Palavras ao vento





Pra onde vão as palavras ao vento?
E as que ficam só no coração?
Tudo são palavras, até o que não é dito.

Hoje eu questionei meus gostos, meus livros, minhas roupas, minhas escolhas e até isso que eu estava pensando eu questionei tb... e me perguntei:
Porque eu sou influências?
Porque sigo padrões impostos?
Porque me deixo levar pela correnteza?

Tantas vezes esqueço quem sou.
E vou sendo os outros,
e sou outros que nem sabe quem são
porque também são influências de outros.

Esse caminhar dos dias, com tantas preocupações, responsabilidades e afazeres...
me roubam as idéias.
Me roubam de mim.
E se eu não der importância a minha essência,
serei mais um pássaro engaiolado, mas satisfeito por estar vivo.

Não, não vou me conformar em estar viva sem querer mudar minha condição.
Sou pássaro, nasci pra ser livre.

Essas eram as palavras que estavam só no coração,
e que agora, lançei ao vento.
Para onde vão essas palavras?

Carol

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Há.



;
Há tantas faltas, mais do que erros
E se faltas são erros,
sobraram erros.

Há o tempo que não volta,
Há o caminho que confunde,
Há o sonho que não é.

Preciso deixar de enfatizar aquilo que não há
como o dia de amanhã que ainda não chegou
E viver o aqui.

Há o dia de hoje,
Há o caminho que ensina,
Há outras chances
e talvez outros dias.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

a vida muda!

c



"Acho que cansei de só teorizar a vida, agora quero viver um pouco.
E talvez seja por isso que não tem palavras dentro de mim para serem ditas
meu comportamento são minhas palavras nessa fase.
Não quero ter respostas, 
mas quero mudar de opinião. 
Quem pode ver como eu estou vendo?
Dizem por ai que a vida tem a cor que a gente pinta.
É verdade!
Estou pintando a minha.
E dizem também, que uma imagem vale mais que mil palavras".

segunda-feira, 10 de maio de 2010

.A vida não examinada.

        

              
                 

Você tem coragem de se perguntar qual o sentido das escolhas que você faz, quem é a pessoa que está por trás de você, e como é o seu coração? Você tem coragem de dizer que as vezes não sabe? Ou você sempre tenta se convencer de que você é aquilo que você faz (sua profissão, faculdade)?
Você tem coragem de se questionar e estar ciente que derepente talvez você esteja enganado sobre você mesmo? Que você pode não ser quem você pensou que fosse? E que só você mesmo pode salvar a sua alma?
Já pensou que viver uma vida sem questionamentos, e consequentemente, sem sentido, é perder a sua alma?
Já te falaram que as respostas podem machucar, mas que doem menos que a ausência de perguntas?
Quem é você?

Quase fui covarde em ter coragem. Mas salvei a minha alma.
Sou uma resposta.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A descoberta do mundo

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Em seu livro: Ortodoxia, G. K. Chesterton conta a história de um navegador inglês que queria descobrir novas ilhas e encontra a Inglaterra. Ao passo que ele sente-se realizado por encontrar um "novo" mundo, ele descobre que está em seu próprio país, que acabara de descobrir o que já fôra descoberto antes...
Me sinto como esse navegador, que enfrentou o mar, as tempestades, dedicou tempo à sua busca... e simplesmente descobriu o próprio lugar que sempre esteve.

Descobri a realidade. E nela, não é impossível ter coragem de enfrentá-la.


 
"Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira..."


 
Esse é mais um grito.


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terça-feira, 6 de abril de 2010

vôo




Expôr. Tem dias que coloco tudo no varal. Fico nua diante do mundo, me exponho.
Recolher. Tem dias que não tenho medo do tempo, dos pensamentos alheios, deixo tudo o que eu visto a vista, não recolho, não guardo.
Medo de errar eu não tenho mais, nem de estar errada. Só temo, temer.
MEus gritos sempre são de palavras, que podem ser ouvidos de mais longe.
E meu grito hoje é pra dizer que eu encontrei um pássaro livre, e por hoje, não me sinto sozinha nesse céu.