terça-feira, 6 de abril de 2010

vôo




Expôr. Tem dias que coloco tudo no varal. Fico nua diante do mundo, me exponho.
Recolher. Tem dias que não tenho medo do tempo, dos pensamentos alheios, deixo tudo o que eu visto a vista, não recolho, não guardo.
Medo de errar eu não tenho mais, nem de estar errada. Só temo, temer.
MEus gritos sempre são de palavras, que podem ser ouvidos de mais longe.
E meu grito hoje é pra dizer que eu encontrei um pássaro livre, e por hoje, não me sinto sozinha nesse céu.

3 comentários:

Domenium disse...

Um poeta, a qual não recordo o nome, pois minha memória é péssima, disse, certa vez, tais dizeres que não me esqueço: "Há dias que somos estranhos a nós mesmos". Imagine aos pensamentos alheios, imagino aos pensamentos alheios. Mas esse é o grande sabor da vida, pensar selvagens, planar em outras paragens =] Texto bacana Carol.

Isabela Pizani disse...

Carol, eu gosto de você, da sua poesia, das suas formas de pendurar as roupas e deixa-las secarem nesse fio que corta o quintal da alma, e nos deixa assim, aquecidos pelo sol da sinceridade.

Saudades disso tudo pessoalmente.
Beijo!

Guigo disse...

Excelente texto. Não tenho muito a complementar, apenas a agradecer.