quarta-feira, 30 de junho de 2010

a vida muda!

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"Acho que cansei de só teorizar a vida, agora quero viver um pouco.
E talvez seja por isso que não tem palavras dentro de mim para serem ditas
meu comportamento são minhas palavras nessa fase.
Não quero ter respostas, 
mas quero mudar de opinião. 
Quem pode ver como eu estou vendo?
Dizem por ai que a vida tem a cor que a gente pinta.
É verdade!
Estou pintando a minha.
E dizem também, que uma imagem vale mais que mil palavras".

segunda-feira, 10 de maio de 2010

.A vida não examinada.

        

              
                 

Você tem coragem de se perguntar qual o sentido das escolhas que você faz, quem é a pessoa que está por trás de você, e como é o seu coração? Você tem coragem de dizer que as vezes não sabe? Ou você sempre tenta se convencer de que você é aquilo que você faz (sua profissão, faculdade)?
Você tem coragem de se questionar e estar ciente que derepente talvez você esteja enganado sobre você mesmo? Que você pode não ser quem você pensou que fosse? E que só você mesmo pode salvar a sua alma?
Já pensou que viver uma vida sem questionamentos, e consequentemente, sem sentido, é perder a sua alma?
Já te falaram que as respostas podem machucar, mas que doem menos que a ausência de perguntas?
Quem é você?

Quase fui covarde em ter coragem. Mas salvei a minha alma.
Sou uma resposta.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A descoberta do mundo

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Em seu livro: Ortodoxia, G. K. Chesterton conta a história de um navegador inglês que queria descobrir novas ilhas e encontra a Inglaterra. Ao passo que ele sente-se realizado por encontrar um "novo" mundo, ele descobre que está em seu próprio país, que acabara de descobrir o que já fôra descoberto antes...
Me sinto como esse navegador, que enfrentou o mar, as tempestades, dedicou tempo à sua busca... e simplesmente descobriu o próprio lugar que sempre esteve.

Descobri a realidade. E nela, não é impossível ter coragem de enfrentá-la.


 
"Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira..."


 
Esse é mais um grito.


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terça-feira, 6 de abril de 2010

vôo




Expôr. Tem dias que coloco tudo no varal. Fico nua diante do mundo, me exponho.
Recolher. Tem dias que não tenho medo do tempo, dos pensamentos alheios, deixo tudo o que eu visto a vista, não recolho, não guardo.
Medo de errar eu não tenho mais, nem de estar errada. Só temo, temer.
MEus gritos sempre são de palavras, que podem ser ouvidos de mais longe.
E meu grito hoje é pra dizer que eu encontrei um pássaro livre, e por hoje, não me sinto sozinha nesse céu.

segunda-feira, 22 de março de 2010

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"Há escolhas que mudam os caminhos porque algum caminho
 mudou o jeito de pensar e de escolher.
E quando se percebe, o caminho é outro, é novo.
Só você mesmo pode acompanhar suas mudanças."



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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Clarice e Carol

  Não sei escrever. E nunca fui muito boa em falar, por isso achava mais fácil falar escrevendo, mas continua difícil, não sei me exteriorizar, fica tudo guardado.
  Esses dias não sei porque ao certo, mas escorreram algumas lágrimas quando eu lia um texto da Clarice Lispector, ela conseguiu exteriorizar a falta de palavras em palavras, fiquei sem reação (como em quase todas as vezes) por encontrar alguém que passa por processos semelhantes aos meus. Acho que eu sempre tive essa tendência: de me empolgar com pessoas que penso que são parecidas comigo e me entendem sem dizer a elas.
  Fico me perguntando o que eu tenho feito com meus dias, quais são meus sonhos, e até onde eu devo sonhar. Quanto mais eu cresço, mais descubro que existe uma realidade que me limita, e eu devo deixar? Devo ir sendo ou devo ter alvos? 
  A Clarice falava sobre isso, sobre a desorientação. Em como ela sempre precisava de uma finalidade para tudo que iniciava, e em como ela precisava deixar as coisas organizadas mesmo sabendo que talvez tudo fosse uma mentira só pra que se sentisse segura.
  E derepente ela se vê diferente, ela se vê de verdade, e se encontra em meio a uma desorganização da qual ela não sabe lidar, poque ela sempre quer respostas pra tudo, e então ela se questiona o porque do seu medo de ser levada, de viver o que não entende, de se guiar pelo que for acontecendo.
  Nesse meu momento de estar perdida, assim como a Clarice no seu momento, eu quero ter a coragem de me deixar continuar perdida, apesar do meu medo de viver o que não entendo. Porque são muitas as coisas que eu encontro quando eu paro de olhar só para um lugar, quando eu paro de confiar em mim, quando eu paro de ter a sensação que tudo está no seu lugar.
  Acho que eu não sei escrever porque não tem como diminuir o que quero dizer, porque todas as coisas que quero dizer envolvem todas as outras do universo e levaria todo o tempo do mundo. Por isso fico desorientada, pq não sei por onde começar, se deve ser dito, e se termina.
  E então, fica assim, sem terminar... sem dizer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

As pequenas coragens.




AQUELE que não deixa o calor do sol se esfriar, que cuida dos passarinhos e veste as flores...
é o mesmo que mantém acesa a chama dentro de mim até quando deixo a chuva cair.
É o mesmo que preserva Sua presença ao meu lado até quando não te busco.
É o mesmo que continua vivo até quando parece que minha esperança morre.

E nesse deserto o que morre mesmo, são os enganos, não a esperança.
E Sua vida em mim me faz sonhar com pastos verdejantes quando só vejo o deserto a minha frente.
E são sempre Suas palavras de vida eterna que são direção quando me pergunto para quem irei.
E em minhas fraquezas, são nas pequenas coragens que encontro Suas forças.

É, todas as minhas buscas resultam em VOCÊ.
NAquele que é o princípio e o fim.


Que eu Te conheça, óh conhecedor meu!



"Resta essa terrivel coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens". (O Haver - de Vinicius de Moraes)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A liberdade condicionada

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‘Numa terra de fugitivos aquele que anda na direção contrária parece estar fugindo.’ T.S. Eliot



Estranho. Nesse mundo em que as pessoas se envolvem no máximo de atividades possíveis para fugir delas mesmas, eu me sinto uma fugitiva também. Porque parece que só eu estou aqui me revirando do avesso para tentar me encontrar. Me identifico com essa frase, onde parece que quem está em fuga sou eu nessa terra de fugitivos cegos.
Estranho essa liberdade. Nunca conheci tal liberdade como a de hoje. Nunca tudo foi tão permitido. E nunca presenciei tantas pessoas tão presas, sem saber.
Com o tempo a gente vai aprendendo a nadar, a seguir a correnteza, esquecendo que somos pássaros. Vivemos nessa liberdade condicionada.
Somente quem já esteve preso vê a liberdade com novos olhos. Rubem Alves disse que, são as caminhadas pelo deserto que nos fazem fortes. Sim, meus desertos me fizeram forte, minha prisão foi um tempo de encontro comigo, e me lembraram que o ser humano se adapta a tudo, até fora do seu meio natural, mas que isso não muda minha natureza que é ser pássaro, que é ser livre.
A luta têm sido grande para deixar de nadar nos conceitos e "verdades" desse aquário que o mundo me coloca, me aprisiona, e reaprender a bater as asas é um processo diário, a cada nova manhã eu preciso lembrar de pensar os meus próprios pensamentos. E saber que não tenho limites, que grade nenhuma me prende mais.
E a dor que mais dói aqui em mim, não é minha luta pela sobrevivência na liberdade, mas em ver tantos pássaros em aquários, sentindo-se livres para nadar de um lado para o outro sem reconhecer que suas asas são feitas para dar vôo, sem notar que uma de suas características principais é cantar, e não há voz embaixo d'água.
E o mundo pra mim têm sido silencioso sem o canto de outros pássaros. Muitas vezes me sinto sozinha nesse céu, nessa corrida contra a rotina, o comodismo, e vez por outra la vou eu correndo na mesma direção dos fugitivos, nadando com as asas que eram para voar.
Onde você está? Que verdades têm acreditado? Que valores têm imitado?
Os pensamento de quem você têm ouvido? Será mesmo que são os seus?
Onde está a sua voz?
Pare de fugir. Seja livre.
Cantemos juntos, desafinados ou não...

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Forma disforme.

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Quadrado, redondo, retangular, triangular.
Não quero uma forma!
Não quero ser aceita pelas pessoas. Não aceito ser da forma que o mundo me obriga a ser. Não serei moldada por ele, nem por experiências de outros, nem mesmo serei alguém por dever ou responsabilidade.
Vou negar até as últimas consequências seguir esse padrão: trabalhar só por dinheiro, sem descobrir quem eu sou e o que eu gosto, mesmo que isso custe minha vida.
Não vou me cansar de ir contra a religião até que ela liberte as pessoas ao invés de aprisioná-las. Não vou deixar de incentivar as pessoas a se questionarem e se perceberem, até que elas descubram que se desconhecem e queiram se conhecer.
Nunca vou me deixar levar pelas circunstâncias a minha volta, porque elas mudam; nem tomar decisões baseadas no medo, antes, coerentes com meus valores.
Não vou abrir mão da liberdade que encontrei em Deus e que me faz ser mais eu mesma do que nunca. Não deixarei de acreditar no amor mesmo que eu não o veja. Não vou deixar de ter fé.
A vida é tão rara, e vou gastá-la sendo aquilo que eu acredito, vivendo de uma forma disforme.
Não quero ser peças de um quebra-cabeças que o sistema determinou que deve terminar de certa forma. Quero, ao final da minha vida, que as pessoas me olhem e compreendam a beleza de uma vida incompreendida, mas com cada peça em seu lugar de um modo desproporcional.
Não incompleta... mas, incompreendida.
Me recuso a viver sob regras, minha única regra é ser sempre livre.
Sempre fora da moda.
Sempre fora de forma.

"Não se amoldem ao padrão desse mundo, mas transformem-se pela renovação de sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar  a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."
Romanos 12:2

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Meu jeito



Eu aqui escrevendo, Você aqui me lendo, há coisas que sempre vão ser assim... mas o coração muda; e são tantas outras coisas que também mudam!

... meu jeito de Te ver, de crer;

... meu jeito de pensar, de Te amar;

E minhas mudanças são para me levar naquele lugar que não muda: que é o Seu coração.

Aos poucos eu vou me ajeitando do Teu jeito, no meu tempo, para levar o Teu reino.

Minha pressa em conhecer Tua calma, minha ansiedade de viver em paz, meus passos desenfreados na Tua direção... esse é meu jeito de Te buscar.

E assim vou Te conhecendo... enquanto eu te quero Você me leva até ti.
Enquanto eu acredito Você me muda, me transforma a cada dia.